sábado, 7 de junho de 2014

LER+MAR - VISITA A AVEIRO

Visita de estudo à cidade de Aveiro
Aveiro é uma cidade que esteve desde sempre ligada a atividades económicas, onde a produção de sal e o comércio naval se refletem nas suas mais valias. Dos sítios turísticos a visitar, e com uma importância fulcral para a economia local, podemos assinalar: A Ria de Aveiro, as Salinas, a Costa Nova e a Praia da Barra, o Farol da Barra e a Doca de Pesca.
No dia 5 de Junho, a turma 10CSE1 e a turma 10LH4, realizaram uma visita de estudo à cidade de Aveiro, no âmbito da disciplina de Geografia A, acompanhadas pelas docentes Carla Mota e Natália Fonte. A visita de estudo teve como objetivo conhecer melhor as potencialidades do litoral e a atividade piscatória da região.
Iniciámos a visita com a deslocação à Doca de Aveiro, onde visitámos a lota. Aí ficamos a saber como funcionava o comércio do peixe, desde a descarga, por parte dos pescadores, à recolha e pesagem e, por fim, à venda local e à entrega para revenda. De realçar que os peixes mais pescados na zona são a dourada e o sargo.
Ainda na Doca vimos o interior de um barco de pesca.
A paragem seguinte foi na Praia da Costa Nova, onde fizemos uma pausa para almoçar e explorar uma das excelentes praias do nosso território. Pudemos apreciar a beleza pitoresca dos “palheiros”, habitações às riscas, das mais diversas cores, típicas desta praia.
O Farol da Barra foi a paragem seguinte. Verificámos que este é o maior farol de Portugal, registando 62 m de altura. Deste ponto, conseguimos ter uma perspetiva de toda a cidade, podendo apreciar a beleza das suas praias, especialmente a Praia da Barra.
Por último, agendada na nossa visita de estudo, estava marcada uma visita aos canais da Ria de Aveiro. O nome correto para a “ria” é haff-delta, porque não se trata da foz de um rio que desagua por vários braços, mas de uma laguna separada do mar por faixas arenosas, que acompanham a linha da costa. Explorámos a “ria” nos famosos moliceiros, que são barcos artesanais, feitos de pinheiro bravo para suportar a salinidade. Antigamente utilizados na apanha do moliço (algas utilizadas para fertilização dos terrenos agrícolas) são, hoje, usados como transportes turísticos e um dos ex-líbris da cidade.
Viajámos por vários hectares de “ria”, ao sabor dos sublimes e saborosos ovos moles (doce tradicional da região), cortesia dos responsáveis pela visita. Ao longo desta viagem, para além do património natural e paisagístico, fomos apreciando a cidade e o seu património edificado numa perspetiva realmente bonita.

              Sara Fonseca,10LH4

“A vida é uma escalada, mas a vista é linda”
Visita de Estudo a Aveiro 
Tudo começou às 8:30, com os olhos inchados e o corpo a pedir para voltar para a cama. Apesar disso, uma vontade incontrolável de partir para um dia repleto de novas experiências.
Quando chegámos à cidade de Aveiro, o primeiro local que visitámos foi a doca. Explicaram-nos como tudo funcionava, desde o momento em que o peixe chegava, até ele ser vendido por uma espécie de leilão. Mostraram-nos o polvo acabado de sair do mar e, sinceramente, acho que nunca mais quero voltar a comê-lo. Dois dos momentos mais engraçados ocorreram quando entrámos nos barcos de pesca e pegámos num peixe (que por sua vez era horrível), mas que rapidamente fez furor, pois todos queriam pegar e tirar fotos com ele inclusive as tão famosas “selfies”.
Depois de uma manhã tão atribulada, fizemos uma pausa para o almoço na Costa Nova, onde tivemos tempo para passear à beira-mar e contemplar as casas coloridas que se estendem ao longo da costa e que nos fazem vontade de querer viver lá. O tempo estava ótimo e o azul do céu fundia-se com o azul do mar.
Entretanto, fomos ao Farol da Barra, o maior de Portugal, e que é um instrumento de ajuda à orientação dos barcos. Subir as 271 escadas que ele tem foi uma tortura, mas quando estamos no cimo, a vista e a sensação que sentimos fez-nos esquecer todo o cansaço do corpo e o medo que sentimos. Fez-me recordar a frase “a vida é uma escalada, mas a vista é linda” que se encaixa perfeitamente no contexto desta situação.
Por fim, tivemos um passeio maravilhoso nos barcos típicos da região, os Moliceiros. Foi uma experiência ótima…poder passear nas águas da Laguna de Aveiro e conhecer a cidade no barco, ao sabor da brisa que se fazia sentir.
Não posso deixar de registar, também, um dos pontos mais altos deste passeio: deram-nos a saborear o doce típico da região, os tão deliciosos ovos moles que são de comer e chorar por mais.
Ao regressar a Guimarães, já sentíamos saudades de um dia fantástico partilhado com os nossos amigos e professores que, sem dúvida, irá ser muito bem recordado por cada um de nós.
                            Raquel Lage, 10LH4

sábado, 17 de maio de 2014

Poeta João Salgado de Almeida no Expresso


João Almeida

Opera Omnia, 2014, 56 págs., €9 Poesia

João Almeida (n.1965), um dos nomes menos lembrados da sua geração, é justamente um dos mais singulares, até no que a sua escrita possa ter de guerrilha poética assumida. Não será por acaso que um livro intitulado "As Condições Locais" começa com o poema "Avaria nos Satélites": "Saímos para a rua/ Como se fôssemos os únicos livres/ Na cidade sitiada". Elipse, catarse e denúncia - disto a que chamamos mundo - voltam a aliar-se, num registo tenso inimitável: "Depois, cada vez mais longe/Acima dos sete mil metros/ Ao atravessar a rua/ Vai perguntar em pânico ante o aborrecimento/ O que é isso do mundo". Dir-se-ia, porém, que o registo elegíaco adquire aqui uma mais áspera e intensa nitidez do que nos livros anteriores: "[ ... ] a poesia morreu pela manhã/E o que vier à luz da boca/ Terá de caminhar/ Sobre ruínas pontiagudas". Idêntico desencanto pauta os poemas em que é mais evidente o diálogo com outras escritas, sejam elas a de Kavafis ("Os bárbaros chegaram/Governam com ferro e pandemia") ou a de Joaquim Manuel Magalhães (interpelado em "Um Toldo Vermelho"). Mas é talvez em "Melancolia", aqui virada do avesso, que melhor se dá a ler a implacável radiografia da poética nacional, sem vénias a ninguém e com um timbre tão rude quanto inclemente: "A volta da fogueira regulamentar/Estão sentados oito ou nove poetas/Que se quisessern enlouqueciam/ E não enlouquecem//O calor da fogueira é cama larga/Não cagam até à circuncisão//Quando homens feitos ninguém os atura/Com tanta sabedoria". Estamos em maio, longe dos inevitáveis balanços literários, mas este é sem dúvida um dos grandes livros de poesia portuguesa publicados em 2014.
                                                         
                        Jornal "Expresso" - crítica de Manuel de Freitas - 10 de Maio de 2014

terça-feira, 13 de maio de 2014

Sebastião Peixoto

    O ilustrador Sebastião Peixoto esteve na nossa biblioteca, à conversa com os alunos do 10º ano TDS. 
    Sebastião Peixoto estudou Pintura, na Faculdade de Belas Artes do Porto, e é ilustrador. Divide o seu tempo entre o trabalho pessoal e a ilustração de livros. Colabora com a revista Umbigo, com a qual colaborou em algumas edições e onde podemos apreciar o seu trabalho. 
    Ilustrador da obra "O país sem números"  de Júlio Borges (entre muitas outras), publicada pela editora Opera Omnia. que foi escolhida pela professora bibliotecária, Isaura Figueiredo, para o desenvolvimento de um projeto com o 5ºano, na Escola Escola básica Egas Moniz, pertencente ao Agrupamento de Escolas Francisco de Holanda.
   Sebastião Peixoto deslocou-se à nossa biblioteca (após ter passado uma manhã com o 5ºano), para falar sobre a sua obra. 
    Uma obra multifacetada, para todas as idades e preferências. Destaca-se, neste ilustrador, para além da sua capacidade de se adaptar a diferentes públicos, a sua simplicidade, a sua franqueza, a sua simpatia!



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quinta-feira, 8 de maio de 2014

O trabalho colaborativo: a webquest


   
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domingo, 4 de maio de 2014

LIVRE COMO UM LIVRO

A convite do Núcleo 25 de Abril, a biblioteca da Escola Secundária Francisco de Holanda participou numa oficina orientada pelo Igor e a Carla, do Teatro de Ferro. Os nossos jovens, juntamente com os da Afonso Henriques, estiveram presentes nesta atividade que, sem dúvida, enriqueceu todos os envolvidos. Uma iniciativa a repetir!
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domingo, 27 de abril de 2014

Antes e depois de Abril

Numa altura em que se celebram os 40 anos da Revolução dos Cravos, deixamos, aqui, os nossos poetas...

      
      ...e a nossa exposição.

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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor - Rui Sousa Basto

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
     


"Por um punhado de dólares"
   No dia Mundial do Livro, a nossa escola recebeu, uma vez mais, Rui Sousa Basto, o autor dos "Contos do Efémero" que nos agracia, agora, com mais uma série de micro-contos, sempre surpreendentes, com um estilo muito próprio deste autor. A apresentação da obra "Por um punhado de dólares" foi, também pela segunda vez, da responsabilidade da professora Rosário Ferreira. Encontro muito agradável, a repetir...

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