quarta-feira, 24 de abril de 2013

De que é que falamos, quando falamos de poesia?

No dia 15 de abril, o professor João Salgado de Almeida animou uma sessão de poesia, onde, como já vem sendo hábito, associou diferentes manifestações artísticas, desde a poesia, à fotografia e às instalações… Os jovens presentes tornaram-se, rapidamente, simpáticos “diseurs” e nem a professora Armandina, de Matemática, resistiu à leitura de um poema…a poesia continua a “navegar” pela escola e ninguém lhe resiste! 
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P'ró Diabo com o Carpe Diem


No dia 12 de abril, no âmbito da Semana da Leitura, recebemos o jovem poeta, Pedro Afonso, que veio à nossa biblioteca para falar do seu primeiro livro de poesia, intitulado “P’ró Diabo com o Carpe Diem”.
Os nossos jovens ficaram surpresos pelo facto do convidado ser da mesma idade que eles. O efeito foi fantástico: de repente, ouvir alguém falar de poesia já não era enfadonho…a poesia ganhou outra força e o Pedro Afonso, com a sua jovem maturidade, conquistou os presentes!
A verdade é que, quando se fala de algo que construímos com paixão, esta toma conta de tudo à sua volta e contagia.Obrigada Pedro Afonso pela tua determinação, por mostrares aos “teus colegas” que o “Sonho comanda a Vida” e que é preciso que saibamos Viver Sonhando, para alcançarmos os nossos objetivos.
Parabéns e Felicidades!

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terça-feira, 23 de abril de 2013

Dia mundial do livro

O dia mundial do livro comemora-se hoje, ora vejam este brilhante filme de animação!


Os Meus Livros 

Os meus livros (que não sabem que existo) 
São uma parte de mim, como este rosto 
De têmporas e olhos já cinzentos 
Que em vão vou procurando nos espelhos 
E que percorro com a minha mão côncava. 
Não sem alguma lógica amargura 
Entendo que as palavras essenciais, 
As que me exprimem, estarão nessas folhas 
Que não sabem quem sou, não nas que escrevo. 
Mais vale assim. As vozes desses mortos 
Dir-me-ão para sempre. 

Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Poesia na Escola

No dia 11 de abril, dando início à Semana da Leitura, as nossas “poetisas” surfaram pela escola e espalharam conchas poéticas. A manhã não podia ser mais animada! A nossa Diretora, os nossos jovens, os nossos professores, as nossas bibliotecárias aplaudiram a iniciativa.
         
  
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quinta-feira, 28 de março de 2013

Boa Páscoa!



O ovo está sempre a tentar formar-se mas não o conseguirá a não ser que coloquem o rato no centro do sketch.
Lib4tech com "openprocessing"

quinta-feira, 21 de março de 2013

Ano da Matemática do Planeta Terra (MPT2013)

 

O dia 5 de março marca a abertura oficial do Ano da Matemática do Planeta Terra (MPT2013), uma iniciativa internacional organizada sob a égide da UNESCO e dirigida, em Portugal, por um Comité Nacional que reúne o Ministério da Educação e Ciência e o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Para além dos Museus de Ciência, Universidades e Centros Ciência Viva, muitas mais organizações estarão envolvidas em ações relacionadas com o Ano MPT2013, como a Associação de Professores de Matemática, a Sociedade Portuguesa de Matemática, o Centro Internacional de Matemática, entre outras. Para mais informações sobre atividades, materiais pedagógicos ou submissão de eventos, sugerimos a consulta do sítio Ano Internacional MPT2013_U.PORTO

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

RUI SOUSA BASTO NA ESCOLA SECUNDÁRIA FRANCISCO DE HOLANDA

No dia 7 de fevereiro, pelas 15:30 horas, a nossa escola recebeu o autor Rui Sousa Basto, autor da obra Contos do Efémero , que encontrou um auditório repleto de jovens a frequentar o 10º ano. Aí se encontrava, também, a turma do 11º AV1 e alguns alunos do 12º AV2. A presença destas últimas teve uma importância particular, já que estas turmas trabalharam os contos do ponto de vista plástico, sob a orientação da sua professora Alexandra Jordão, ilustrando-os, sabendo transmitir para os seus trabalhos a essência dos contos. As turmas do 10º ano (AV1, CT5, CT10, LH4 e CT12), por seu lado, trabalharam alguns contos com as suas professoras de Português (professoras: Isabel Antunes, Helena Gonçalves, Luísa San Roman, Rosário Ferreira e Graça Gonçalves), que os motivaram a participar ativamente, quer lendo quer colocando questões muito pertinentes em relação à mensagem veiculada pelos textos lidos. A apresentação foi da responsabilidade da colega Rosário Ferreira, que moderou, também, as intervenções dos jovens. Após a apresentação do autor, um grupo de alunos (orientados pela Elinete Megda, que ensaia os nossos jovens pertencentes ao grupo de teatro da escola) representou um texto, resultante de uma junção de múltiplas passagens dos contos e que nos presentearam com um bom momento de dramatização. Um balanço muito positivo para esta atividade que, acima de tudo, tinha um objetivo maior: motivar os nossos alunos para a leitura, desenvolvendo o seu espírito crítico, só possível com o envolvimento de todos.  

Apresentação de Rui Sousa Basto 
Rosário Ferreira 

Não conhecia Rui Sousa Basto. Nunca tinha lido nada de Rui Sousa Basto e a Manela desafiou-me a fazer esta apresentação. Deitei mãos à obra – ou melhor ao teclado – e “googlei”. Não me apetecia fazer uma apresentação académica, bolorenta do tipo: “Rui Sousa Basto nasceu…”. Sou mais do tipo Mário de Sá Carneiro (“quando em morrer batam em latas”) e procurei frases que me ajudassem a conhecer Rui Sousa Bastos. Aqui ficam as que me ilustraram o homem, o escritor e o engenheiro – que não é Álvaro de Campos.
•“Nasci em 61 do século passado, quando rebentou a guerra em Angola, embora isso nada tenha a ver comigo, nem a guerra nem Angola. Foi uma coincidência de que me apercebi muito mais tarde, (…)
•Na puberdade lia Sartre, Boris Vian, Pessoa, Almada, Eça, Cesário Verde, Hemingway, Garcia Marquez, Huxley, Thomas Mann, Kerouac, Orwell, Kafka, Camus, Neruda, Hermann Hess ….
•Ouvia muita música, principalmente jazz e sucedâneos, mas também o rock sinfónico de Gentle Giant, King Crimson, Genesis e de outros facínoras da mesma laia, além de Bossa Nova e das canções de intervenção política do Sérgio, Zeca e do resto da malta. Também me deliciava com Beethoven, Mozart, Bach e demais compositores do necrotério da música erudita.
•Sou português de gema, clara e casca,
•Formei-me em Engenharia Química, depois em Engenharia e Gestão Industrial e, mais tarde, tirei uma Pós-graduação em Gestão de Empresas, tornando-me num autêntico especialista em generalidades.
•Gosto do mar, do rio e da fluidez da água nas suas variadas manifestações e nos seus diversos movimentos.
•Interesso-me por ciência em geral, mas nutro um carinho especial pela física e, por isso, sou um fã [de] Galileu, Newton, Einstein, Maxwell, Eisenberg, Planck e tantos outros.
•Desde menino que me dizem que tenho jeito para escrever e, de facto, para meu espanto, uma parte dos meus rendimentos profissionais resultam de teclar textos para isto e aquilo, mais aquilo e aqueloutro.
•Há cerca de um ano atrevi-me na literatura com aspas, aspas e mais aspas, e acabei por escrever alguns desvarios que vou guardando na gaveta dos vómitos, mas sempre com a esperança secreta de que esses escritos tenham algum valor literário, seja lá o que isso for
•Falta dizer, talvez, que sou adepto do Futebol Clube do Porto e que perdoo todas as atitudes do Pinto da Costa como quem perdoa as travessuras de um filho. Ámen.”
Porém, a frase que mais de encantou foi a sua definição de identidade, e ela aqui vai: “A definição da identidade depende dos atributos que escolhemos para a qualificar.” Mais: “a identidade é aquilo que nós somos e a imagem é a maneira como os outros nos vêem.”
Portanto, vou falar sobre a imagem que tenho do Rui, sobre como eu o “vi” depois de “entrar” nos Contos do Efémero.
Li alguns dos contos do efémero e apeteceu-me falar deles: do título, dos títulos.
Não os li todos. Acho que este é um daqueles livros que se deve ir lendo. Se lermos tudo de seguida acaba demasiadamente depressa, é como quando trincamos o chocolate, e o chocolate não é para ser trincado, é para ir derretendo entre a língua e o palato, para que o seu pleno sabor possa ser absorvido totalmente por todas as nossas papilas gustativas. Por isso, decidi, ao fim meia dúzia de contos, que escolhi ao acaso – apenas deixando ao destino a seleção das folhas por onde ir abrindo a obra – decidi, dizia eu, que não iria lê-los todos, que alguns, que divagaria à volta dos seus títulos e que, depois, aos poucos, iria confrontar o que eu pensava que os contos me iriam dizer com o que os contos me disseram.
Fui ao índice: (prometo que só vou falar de alguns)
Sete vidas – gatos; o gato Pantufa que havia em minha casa muitos anos antes de eu nascer, mas que ficou para sempre na memória da família por ter morrido quando os pasteleiros acenderam o forno a lenha e não viram que o bichano dormia a sesta na estufa!!! (já tinha gasto as outras seis)
Duelo – Aqui a minha alma de eterna romântica viajou de imediato até ao século XVIII, aos duelos de honra, às donzelas de honra resgatada… Lembrei-me de Veneza! De Casanova, não sei porquê, mas quando lá estive imaginei-o em duelos acirrados equilibrado na pequena proa de uma gôndola enquanto a embarcação andava à deriva pelos estreitos canais (ainda não li!)
Bibliofilia – filha dos livros? Não sei, acho que sou. Mas também dos filmes que vi, das músicas que ouvi, dos debates que escutei. Fui lê-lo! Adorei, embora me tivesse lembrado os anos 80, em que os novos-ricos compravam “livros falsos” para encherem as prateleiras das bibliotecas.
Génesis – não sei se vou pela bela metáfora da criação, se prefiro pensar em Phil Collins! É que quando “Deus viu que tudo era bom”, ainda não havia políticos, nem políticos, nem políticos (será que Deus também se arrepende?)
Words, Words, Words - Words, don’t como easy to me… vá lá saber-se porque diabo me lembrei desta música de F.R: David, meu Deus!!! Se calhar foi porque nos meus loucos anos 80 a ouvi até o disco ficar riscado (com os mp4 isso não acontece!)
O Sábio – O Sabichão!! Era um jogo muito engraçado que eu jogava com os meus irmãos. Juro que ainda não percebi como é que o boneco sabia tudo!!! (este tenho que ler)
Um Casamento Feliz – cheirou-me a novela da TVI, ou então a Nicolas Spark. Não gosto nem de um nem de outro. E no entanto li o conto: fabulástico!!!
Desafinação – ainda embalada pelos últimos acordes da FOE e pelas últimas “batutadas” de Rui Massena, não resisti a ler este conto. Mas quando reli o título, não foi da CEC 2012 que me lembrei, mas de uma voz que há mais de 40 anos me atirou, num ensaio do grupo coral das crianças da paróquia com a terrível sentença: “a menina desafinou, vai para a fila de trás!” Escusado será dizer que nunca mais fui para o grupo das crianças (tem piada, mas depois cantei no dos adultos! Enfim!) Eu acho é que se o sr. Afonso tentasse ensaiar os deputados não haveria “filas de trás” que chegasse!
O editor – tinha que ler o último! Confesso que o título não era dos que mais me atraía mas, enfim! Li-o, e lembrei-me logo de uma aula que dei no início deste ano letivo. Pedi aos meus alunos que lessem, em silêncio um texto, para depois o trabalharmos. De imediato ouvi uma voz (juro que já não sei quem foi) “Ó stora, isto tudo?!” convém esclarecer que o texto tinha a escandalosa extensão de uma página e meia (contando com a ilustração).
Rui, permita-me escolher só um atributo para qualificar a sua identidade, aquela que encontrei nos seus textos: surpreendente! É impressionante a viagem na memória dos tempos que este livro, tão efémero, conseguiu eternizar.